PAULO HARTUNG x CARLINHOS CACHOEIRA

As suspeitas de fraudes em obras por todo o País não impediram a Delta Construções S/A de figurar entre as principais empresas da gestão do ex-governador Paulo Hartung. A empresa faturou cerca de R$ 145 milhões em contratos com órgãos ligados ao governo Hartung entre 2005 e 2010. Os contratos passam por obras de asfaltamento no interior, manutenção de redes de esgoto e até o aluguel de veículos – em alguns casos com denúncias da realização de obras com qualidade duvidosa. O gestor da Delta Incorporação no Estado, José Maria Oliveira Filho, é irmão do ex-secretário da Fazenda José Teófilo de Oliveira - hoje sócio de Hartung na empresa de consultoria Econos. A Delta, coincidentemente, é uma das

empresas investigadas no esquema montado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Relatório da Polícia Federal revelou que Cachoeiro passou informações para Cláudio Dias Abreu, ex-diretor da empreiteira em Goiás. Numa outra conversa, um sócio de Cachoeira fala para o chefe da Divisão de Combate ao Crime Organizado da PF em Goiás sobre uma sociedade, lucros e movimentação financeira da Delta. A assessoria de imprensa da Delta nega as acusações. Vamos aguardar as apurações. Entretanto, se há algo suspeito no ar, seria oportuno que o Ministério Público e o Tribunal de Contas investigassem os contratos da Delta no Estado. Afinal, a empresa atualmente tem contrato com a Cesan.

O BICHO VAI PEGAR

A pressão contra a entrada do ex-prefeito Max Filho no PSB tomou um volume que raia a dimensão de uma crise com tentáculos capazes de produzir lesões definitivas nas relações do governador com a sua base.

A regência é do ex-governador Paulo Hartung. Diariamente uma dezena de deputados estaduais passa pelo seu escritório. Da atual Assembléia, em 30 deputados, cinco, no máximo, estão fora de seu controle.

PH é um legítimo governo paralelo, se é que há legitimidade em governos paralelos. A crise Max Filho está mostrando sua existência. Ou melhor, revelando que ele já existia. Algo que a sua genialidade política é capaz de inventar.

É também uma demonstração de força, impondo ao governador Renato Casagrande que reflita quanto aos resultados unilaterais da entrada de Max Filho no seu partido.

Há também a reação do PR, onde o senador Magno Malta está feroz e o prefeito Neucimar Fraga reage como quem foi traído. Neucimar abdicou até da tolerância – marca de seu comportamento político – para exasperar-se. Deu ciência de seu estado de espírito político ao próprio governador Casagrande em forma de revolta.

Embora Paulo Hartung e Magno Malta não convivam politicamente, e não haja a mínima possibilidade em virem a conviver, falam, pelos menos nessa crise,  a mesma língua, com o mesmo grau de interesse em evitar a entrada de Max Filho no PSB.

Vulneram totalmente o sistema de segurança política do governador Renato Casagrande. Conduzem o processo para extrair do governador a decisão de evitar a entrada de Max Filho. Alinham uma poderosa força política para atingir os objetivos. Casagrande encontra-se numa verdadeira encruzilhada, onde, se ficar, o bicho pega, e se correr o bicho come.

Mas é também real que Casagrande não chegou ao governo por acaso. E sim pela sua capacidade política, pilotando um partido de pequeno porte. Eu disse outro dia aqui: um autêntico animal político. Desses de topo de cadeia alimentar, como costumam dizer os ambientalistas em momento dessa natureza. Não é um marinheiro de primeira viagem. Está bem rodado. Mas é um político de triunfo vivendo um momento extremamente dramático.

Fragmentos   

1 – PH é capaz de transformar mansos animais políticos em feras, como faz com deputado estadual Luciano Rezende (PPS), que mais bate na entrada de Max Filho.

2 – Luciano é um dos chegados de PH com amplas possibilidades de vir a ser o candidato dele à prefeitura de Vitória. Nas últimas eleições, mesmo com o Instituto Futura segurando seus votos, teve um excelente desempenho.

3 – Na Assembléia, deputados costumam ouvir do deputado estadual Rodney Mirando (DEM) que a crise de Max Filho não alterou o seu desejo de ser candidato à sucessão de Neucimar Fraga.

A CORRUPÇÃO NO BRASIL

 Corrupção é palavra que voga na atualidade. A história brasileira é repleta de exemplos. Porém muitos períodos, foi “proibido” falar e apurar a corrupção. Ela não é prática só das elites dirigentes. A palavra corrupção em sua definição, expressa a oposição, a negação daqueles valores que consideramos, ou pelo menos deveríamos considerar como sustentáculos do bom andamento das relações intrapessoais e sociais, que são necessárias para a realização humana. Corromper, portanto, é o ato pelo qual se adultera, se estraga algo físico ou moralmente. A repercussão é de maior ou menor amplitude, conforme a ação que se realiza. As causas são praticamente inesgotáveis, pois envolvem problemas estruturais, sociais e pessoais. A corrupção política, ou a corrupção na política de uma determinada sociedade deteriora as próprias estruturas da sociedade, uma vez que a política é o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade, uma vez que a política e o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade como um todo enfrenta. A corrupção na política é aproveitar-se, apropriar-se do que é coletivo, em benefício próprio. É roubar. Se os agentes públicos – os políticos – são corruptos, e/ou se associam a agentes privados corruptores, a saúde da sociedade corre sérios riscos. Faltando o respeito pelo que é de todos, prevalece no comportamento de cada um o vale tudo, o “levar vantagem” em tudo, o enganar para escapar ileso de eventuais punições. No Brasil, corrupção está espalhada pelos diferentes setores e níveis da atividade política: no executivo, no legislativo e no judiciário, do nível federal ao nível municipal. Paz parte também dos comportamentos das empresas privadas que trabalham para o governo em obras e serviços ou que dele defendem para autorizações e legislações de suas atividades. No legislativo e no executivo ela é pior do que no judiciário, porque estes poderes mexem diretamente com o dinheiro e com as legislações. Os legislativos costumam ser comparados com balcões de negócios. O executivo nacional já chegou até a criar mecanismos para a lavagem de dinheiro sujo, obtido com o narcotráfico ou com a corrupção – como as contas CC5 autorizadas pelo Banco do Brasil. A sociedade clama justiça, onde a maioria dos casos a impunidade torna-se aliada das empresas, das gangs, autoridades e maus funcionários, há quem diga que um terço do que se gasta nos governos se esvai pelos ralos da corrupção. Isto tudo é dinheiro coletivo que se perde, deixando de atender, com ele, uma grande quantidade de necessidades sociais. A exclusão social é resultado da lógica de funcionamento do sistema econômico vigente no país, orientando para a acumulação sem fim do capital. Este sistema é hegemônico, hoje no mundo inteiro e está levando à exclusão de cada vez mais populações e até países inteiros.

DESAPROPRIAÇÃO EM VITORIA.

O caso das desapropriações do prefeito de Vitória, João Coser (PT), está nas mãos da Justiça, tanto estadual como federal, e precisa mesmo ter a investigação prosseguida, para se chegar à verdade. Se os argumentos serão ou não aceitos, depende do Judiciário. Mas não é só isso. A polêmica reascendeu questões que devem ser consideradas, como o trancamento das três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) instauradas na Câmara durante a gestão de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), para apurar fraudes em contratos.

Com destaque para a da Lama, que teve como fato marcante o assassinato do advogado Marcelo Denadai. Considerando que o Estado está sob a expectativa de iniciar um novo momento no Judiciário capixaba, com a posse do presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Pedro Valls Feu Rosa (foto), a pergunta que fica é exatamente esta: irá o desembargador abrir também esses processos? Com seu discurso de mudança e transparência, seria um ótimo começo.

????

Jogo partidário





O prefeito de Vitória, João Coser, mudou. Não foi só pela declaração de apoio à candidatura da ministra Iriny Lopes (PT), no último sábado, mas também pelo tom de seus discursos. Na entrevista desta sexta-feira (9) à rádio CBN, o prefeito mostrou que não está disposto a pagar contas que não são suas.

Parece um reflexo das mudanças conjunturais dos últimos meses no Estado. Após sofrer um duro golpe com a divulgação de um processo em segredo de Justiça, Coser se calou. O vazamento do caso, que teve uma clara intenção política, teve repercussão entre os partidos da base e da oposição e Vitória, e Coser conseguiu fazer uma limonada com o limão que lhe foi dado.

Se nas respostas sobre o caso se defendeu, explicando os pormenores da questão, do ponto de vista político, mostrou que sua linha partidária não ficou sucumbida por acordos de cima para baixo. Se o PT entender que deve recuar da candidatura, se Paulo Hartung entrar no jogo, vai recuar, mas se definir pela candidatura de Iriny, que é o está fazendo neste momento, vai apoiar sua candidata, independentemente das pressões externas.

Coser foi preparado para ser bombardeado e se saiu bem nas explicações, o que fortalece ele e o partido. Já as expectativas do mercado político de que ele venha a trabalhar pelo apoio à candidatura de consenso em torno de Hartung foram sepultadas.

Ao afirmar que não vai apostar as fichas em algo que pode não acontecer, Coser expressou o sentimento da classe política de Vitória e mostro como será feita a articulação no campo dos partidos aliados para 2012. Vão lançar suas pré-candidaturas e na hora do “vamos ver”, vão se unir como sempre fizeram.

O elemento extra nesta disputa, que é Paulo Hartung, vai ter que respeitar um jogo que já vem sendo jogado na Grande Vitória há muito tempo entre PT, PSB, PDT e PR. O PMDB também participa do jogo, mas não vai tomar a bola e levar para casa.

Fragmentos:

1 – A partir desta sexta-feira (9), a comissão provisória do PSDB de Guaçui, no sul do Estado, passa a ser conduzida pelo ex-prefeito Luiz Moulin, que de disputar a eleição do próximo ano no município.

2 – O tradicional caldinho de feijão do ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, no próximo dia 16, pode servir de aperitivo para a classe política testar a popularidade dele rumo a 2012.

3 – Enquanto isso, o presidente do partido, deputado federal Cesar Colnago, está apostando as fichas nas críticas ao governo Dilma por conta das perdas fiscais que ameaçam o Estado. 

Deu na imprensa...só repercutindo.

Parceiros de Hartung criaram série de negócios
apenas para atuar em ‘jabás’ de ex-governador



Várias empresas foram criadas para a intermediação dos negócios conhecidos como os “jabás” do ex-governador Paulo Hartung (PMDB).  A fórmula utilizada na operação milionária de compra e venda para a Ferrous Resources em Presidente Kennedy se repete na multiplicação de empresas. Criadas com a finalidade de atuar nos bons negócios fomentados no governo, o guarda-chuva de negócios contou com seis empresas. Todas elas com pequeno capital social, em cinco delas tendo como sócio o advogado Fabrício Cardoso Freitas.

As relações de negócios vêm de longa data e começam no escritório de advocacia de Fabrício Cardoso Freitas – antiga banca do ex-presidente interino do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Álvaro Bourguignon. A inclusão no sistema de poder se dá com a posse do desembargador no TJES em junho de 1997. Do modesto escritório localizado no Edifício Heitor Lugon, na rua do Fórum de Vitória, no Centro, a banca de Cardoso Freitas ocupa hoje um andar inteiro de um prédio na Enseada do Suá, um dos metros quadrados mais caros da Capital.

No novo espaço, o escritório passou a ser uma das grandes bancas do Judiciário capixaba em número de causas defendidas. As relações de suporte ao ex-governador Paulo Hartung só cresceram com a posse de Rodrigo Cardoso Freitas, irmão de Fabrício Cardoso Freitas e ex-assessor de Bourguignon no cargo de juiz de Direito através do polêmico concurso de juiz substituto de 2004.

Dentro do Judiciário, esse braço jurídico rendeu decisões favoráveis ao peemedebista, como o trancamento da CPI da Lama pelo desembargador Bourguignon. A CPI apurava irregularidades em contratos de limpeza de fossa e galerias durante a gestão tucana na prefeitura de Vitória.

Fora dos tribunais, o antigo sócio de Bourguignon viu crescer seus negócios em outras áreas. Além da banca de advocacia, Fabrício Cardoso Freitas aparece como sócio em outras nove empresas (veja a listagem abaixo)– além de quatro negócios já extintos, segundo relatório da Junta Comercial do Estado. Do total de empresas em funcionamento, cinco aparecem relacionadas à intermediação de negócios, como ocorreu nos “jabás” do ex-governador em Presidente Kennedy, que teve a participação da BK Participações, onde o advogado é sócio do ex-secretário da Fazenda José Teófilo de Oliveira, sócio de Hartung na consultoria Econos.

Segundo os registros na Junta Comercial, Fabrício Cardoso Freitas aparece como sócio das empresas BK – juntamente com Teófilo e o corretor imobiliário Paulo Roberto Dias Sardenberg, todos com 33,3% do capital social da empresa (avaliado em R$ 15 mil).

O advogado participa também da empresa Agropecuária Limão Ltda ME, onde faz sociedade novamente com Paulo Sardenberg, José Maria Vieira de Novaes e Adriana Maria Soares de Oliveira Novaes (mulher do vereador e secretário municipal de Presidente Kennedy Marcos Antonio Vieira de Novaes (mais conhecido como Marco Vivacqua), irmão e sócio de José Maria na ZMM Empreendimentos, empresa que fez a compra dos terrenos para a Ferrous ao lado da BK Participações).

No caso da Agropecuária Limão Ltda., o capital social é de R$ 100 mil, divididos igualmente entre as partes que participaram da operação de compra das terras em Presidente Kennedy, registradas em cartório no valor de R$ 121,16 milhões. O advogado Fabrício Cardoso Freitas tem 33,3%, o corretor Paulo Sardenberg tem 33,3% e José Maria Novaes e a mulher de Marco Vivacqua têm, cada um, 16,67% do negócio. Reforça-se assim a clara divisão entre as partes envolvidas no negócio com a Ferrous.

Além dessas empresas, o nome de Fabrício Cardoso Freitas aparece em outra empresa, Cardoso e Castro Investimentos e Participações Ltda., onde possui 50% da participação no capital social, registrado no total de R$ 50 mil. Participa desta sociedade Wesllaine Miranda Castro, que possui outros 50% do capital. Consta que Wesllaine é suplente no Conselho Operacional da ONG Espírito Santo em Ação, representando a “Jacuhy Urbanismo” – cujo titular é justamente o advogado Fabrício Cardoso Freitas. A sociedade entre o advogado e Wesllaine se repete na empresa Exata Soluções Financeiras, que possui um capital social semelhante.

Consta ainda ligado ao nome do advogado a empresa FCF Participações e Investimentos Ltda., que possui um capital social de apenas R$ 10 mil. Neste negócio, Fabrício Cardoso Freitas possui 99% de participação e o restante 1% é atribuído a Gercino Rodrigues de Freita. Entre as empresas que foram extintas pelo advogado, chama atenção que na F3 Investimentos e Participações Ltda., F4 Investimentos e Participações Ltda. e F5 Investimentos e Participações Ltda., Fabrício Cardoso Freitas e Paulo Sardenberg possuíam 33,3% do capital total – que girava entre R$ 9 mil e 12 mil.

Todas essas relações levam à empresa de consultoria do ex-governador, a Econos – Economia Aplicada aos Negócios Ltda., onde o ex-secretário aparece como sócio majoritário, com 50% das quotas da empresa, ao lado de Paulo Hartung que possui 30%; de Felipe Saade Oliveira, filho de José Teófilo, com 10% do negócio. e de Erisson Geraldo Felix Araújo, também com 10% da participação acionária. O capital social atribuído à consultoria do ex-governador é de apenas R$ 15 mil.

Confira abaixo o organograma das empresas ligadas ao esquema:

 

 

Vergonha nacional

                                                                                  E N E M

Era uma vez um respeitado professor universitário, que também  leciona suas dinamica aulas numa escola particular de renome no estado onde mora  O mestre foi escolhido para ser um dos eleboradores das questões do ENEM.  Homem sério, notório e respeitado no  meio acadêmico. 

Entretanto, um de seus sobrinhos iria prestar o exame.  E o menino, tadinho, já tinha feio 3 vezes com insucesso.  Desta vez o titio resolveu na surdinha dar uma maozinha ao pupilo.   E esse, mal aluno, não guardou para si a informaçao.  Repassou a colegas, e vendeu para cursinhos.  Dividiu com os amigos o que ganhou de graça.

2012

Será que fica?




O vice-prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho, após a visita do presidente Nacional do PPS, Roberto Freire, decidiu permanecer no partido para disputar a eleição do próximo ano no município. A dúvida que fica agora é se ele vai conseguir permanecer na sigla. O clima não é nada bom e em Cariacica mesmo já tem lideranças políticas olhando torto para sua permanência, pelas circunstâncias em que a coisa aconteceu.

A impressão de golpe no presidente estadual do partido, Luciano Rezende, ficou impressa nas entrelinhas das articulações. As matérias veiculadas no dia da visita, de que Juninho poderia assumir o Diretório Estadual da sigla pegaram muito mal, até porque se comenta que a iniciativa passou por cima do diretório estadual.

Juninho ficou atento à movimentação de Max Filho, convidado e depois desconvidado para ingressar no PSB. Caso a filiação acontecesse, Max Filho, que disputou a eleição para deputado federal pelo PTB, perderia a condição de primeiro suplente da vaga de Cesar Colnago (PSDB).

Neste mesmo momento, surgiram os boatos de que o tucano trocaria o mandato na Câmara pelo retorno à Secretaria de Agricultura do Estado, mesmo depois de estar em um palanque oposto ao do governador Renato Casagrande (PSB) na eleição de 2010.

Assim, Juninho assumiria a suplência e ganharia com isso alguns cargos em Brasília. Mas, ao chegar ao Estado, Roberto Freire entendeu que havia uma manobra política e frustrou essa suposta tentativa de golpe. Juninho permaneceu no PPS e não será alçado à presidência do partido.

Com isso, sua situação no partido se complica, até porque, nesse período, o vice-prefeito teria esquecido de um detalhe muito importante para quem está tentando um manobra tão arriscada: o PPS de Cariacica não teria crescido. Com dois vereadores e o vice-prefeito, poderia ter uma base de sustentação forte, mas não houve um trabalho para que o partido crescesse. Por isso, corre o risco de ficar isolado.

Fragmentos

1 – Um grande problema que a manobra de Juninho pode ter trazido para o PPS está na reverberação que uma atitude em determinado município pode ter em toda a composição da Grande Vitória.

2 – Só para se ter uma ideia, lembremos a decisão do então secretário de Estado do Trabalho, Givaldo Vieira (PT), que largou a pasta em abril de 2007 com pretensões à prefeitura da Serra, o que causou reações de todos os partidos que pretendiam compor com os petistas. Teve que recuar.

3 – Por falar em petista, a tentativa do grupo de Hartung, de desidratar Iriny Lopes para conseguir uma candidatura de consenso para o ex-governador, dificilmente será eficaz. O cargo dela tem um peso que está acima das vãs agitações do mercado político capixaba.

4 - Max Filho segue na liderança em Vila Velha, e vence em qualquer partido.

Reviravolta no PSB

O fim da novela envolvendo a filiação de Max Filho ao PSB, com a negativa dos socialistas, deflagrou uma busca das lideranças do Estado pela companhia do ex-governador Paulo Hartung. Isso mostra que no pleito de 2012 o PMDB vai se fortalecer para dar uma sustentação a Hartung. Sustentação para o quê, não se sabe.
A semana começou com uma reviravolta política muito grande no episódio do desconvide do PSB à filiação do ex-prefeito Max Filho ao partido e acabou com a movimentação intensa do PMDB ocupando os espaços abertos pelo governador Renato Casagrande no campo político depois desse caso. Apesar de o governador Renato Casagrande tentar se esquivar da responsabilidade e tentar encerrar o assunto, essa discussão parece que Vai longe e terá repercussões para dentro e para fora do PSB, em 2012 e em 2014. Esse episódio foi um erro estratégico muito grande do governador, e em um momento em que ele não podia errar. Dada à dificuldade que ele vem enfrentando desde que chegou ao governo para dialogar com a classe política, esse recuo aumentou a insegurança sobre a postura de grande líder do Estado na figura do governador.
Uma coisa, aliás, que não se via quando Hartung estava no palácio Anchieta. Com uma dinâmica bem conservadora, ele colocou todos os partidos e lideranças do Estado sob sua regência. Os que ousavam se desalinhar desse arranjo político – leiam-se Max Filho e Max Mauro – sofreram as conseqüências com o isolamento. Outros sentiram a força do arranjo institucional que colocou o Ministério Público e o Judiciário numa função de caça às bruxas, eliminando qualquer tentativa de rebeldia.
Pois é, o Renato Casagrande mudou essa dinâmica. Em vez de colocar uma posição firme e vertical sobre os caminhos a serem seguidos pela classe política, adotou a estratégia parlamentar de ouvir, prometer e cozinhar o galo. Isso abriu um precedente para que a base aliada pressionasse, algo impensável na era Hartung.
O recuo foi justamente para acalmar a base aliada. O problema é que, uma vez criado o precedente, ou seja, Casagrande cedendo diante da pressão da base aliada, será difícil o governador conseguir qualquer coisa sem enfrentar resistência. O governador corre o risco de ficar refém de sua base.
Outro sério risco que Casagrande corre é o de sair da eleição do próximo ano enfraquecido. O partido está perdendo um importante parceiro nesse processo. O PSDB, que vinha costurando alianças nos municípios com o partido do governador, agora se reconcilia com Hartung. O PT vai pressionar muito para conseguir repetir seu desempenho de 2008, forçando o PSB a abrir mão de uma importante prefeitura, Colatina, onde disputaria com o deputado federal Paulo Foletto. Mas o PT, com necessidade de tirar o socialista do caminho da reeleição de Leonardo Deptulski, vai intensificar esse debate.
É bom o Foletto ficar esperto, porque em nome da governabilidade, apesar de todas as costuras que ele já preparou, não há mais uma garantia de que ele vá mesmo disputar, não pelo PSB. E não para por aí. Na Serra, a coisa é até mais complexa. Audifax não tem sequer o apoio do diretório municipal do PSB. O prefeito Sérgio Vidigal e seu PDT fazem parte do primeiro pelotão de aliados e não foram contemplados a contento na distribuição de cargos no governo. Muito porque o partido gira em torno de Vidigal, assim como o PSB gira em torno de Casagrande, diga-se de passagem. Mais do que uma demarcação de território ou demonstração de força política, a reeleição em 2012 é uma questão de sobrevivência política para Vidigal.
Em menos de uma semana, o PSB saiu de estrela da eleição na Grande Vitória para um sério risco de isolamento em 2012. Se a estratégia tivesse sido bancada pelo governador, o partido teria candidato na Serra, com Audifax Barcelos; em Vila Velha, com Max Filho, e em Cariacica, com Juninho. Max foi desconvidado, Juninho não quis embarcar nessa furada e há quem diga que perder Audifax é uma questão de tempo. Saindo enfraquecido em 2012, Renato Casagrande terá dificuldade para erguer seu palanque à reeleição em 2014, o que ele mesmo admite.
Se por um lado Casagrande saiu enfraquecido dessa discussão, o mesmo não se pode dizer do ex-governador Paulo Hartung. Diante do erro estratégico do socialista, o presidente do PMDB, deputado Lelo Coimbra, voz e ouvidos de Hartung no partido, saiu a campo para ocupar o espaço aberto com esse episódio. Acelerou as investidas à classe política, conseguindo atrair os favoritos na disputa em vários municípios do Estado. Isso vai permitir que o partido venha para a eleição com uma articulação política forte, o que vai deixar o PMDB muito fortalecido para 2014.
Aí é que fica o questionamento. Ao se fortalecer, o PMDB fortalece, é claro, Paulo Hartung. Agora, o que ele fará com esse capital é que não se sabe, ainda. Se Hartung não confirma nem a participação no pleito de 2012, imaginar o que ele fará em 2014 seria muita pretensão nossa. O fato é que ele terá um bom arco de lideranças políticas eleitas no sistema dele, restabelecendo assim seu posto de comando na política capixaba.
E esse é o fantasma com que Casagrande terá de lidar até 2014. O governador pode até disputar a reeleição, mas terá que fazer com o crivo deste sistema que se consolida em 2012. E Casagrande já parece ter entendido esse recado.

 

O que é sumamente interessante nesse jogo eleitoral é como ele está mostrando atores que aprenderem a lidar com o ex-governador Paulo Hartung. De até formular uma espécie de alianças clandestinas, evitando que o ex-governador promova conflitos entre os seus partidos. Já estão nisso PSB, PSDB e PDT.

Também aprenderam a lidar direto com o próprio PH. Como faz o PSDB, onde ele se esforça para separar Luiz Paulo do César Colnago, adoçando a boca do Luiz Paulo para se alinhar com ele no propósito de evitar a candidatura de Iriny Lopes, do PT. Daquele jeito dele: se não for comigo é com você.

No claro propósito de derrubar a determinação do PSDB em ter candidato à prefeitura de Vitória, algo, que ao longo do tempo, o PSDB tem dito, insistentemente, que, com PH ou sem ele na disputa, o PSDB vai disputar Vitória com César ou Luiz Paulo.

Essa vontade própria dos tucanos não anda isolada. Nessa hora em que exploram as divergências do PSDB com o PT, eles passaram a trocar numa espécie de legítima defesa, para conter PH com o seu desejo de ser candidato de consenso de todos os partidos em Vitória.

É um jogo com retaguarda, embora o governador Renato Casagrande ande cheio de assédios dos deputados de Vila Velha e de Cariacica pressionado para evitar a ida de Max Filho para o PSB e também do Juninho, vice do Helder e candidato à sucessão do próprio Hélder, em Cariacica. Naturalmente incentivado pelo ex-governador Paulo Hartung.

A realidade nua e crua é que PH não está mais com a faca e o queijo na mesa. Suspeita-se que as eleições, tanto a municipal, agora, em 2012, como a seguinte, em 2014, vão tê-lo presente ainda forte. Imaginá-lo fraco com a estrutura que montou no Estado é brincar com a serpente, mas com a diferença de que há, agora, no meio político, inúmeros doutorados em PH.

E a confiabilidade caiu bastante. Há ainda, por outro lado, o papel que deve desempenhar o governador Renato Casagrande nesse processo eleitoral. Como magistrado junto aos partidos que o apoiam? Ou deixar que fique por conta do PH arbitrar o processo? Ele não tem outra saída. Ou veste a camisa de ser o que realmente é, um animal político que lida bem com os predadores, ou vai perder o bonde da história.

Fragmentos

1 – Estão furando o olho do deputado estadual Theodorico Ferraço(DEM) nas eleições de Cachoeiro de Itapemirim. Significa dizer que vai ter disputa por lá.

2 –Estão também furando o olho do deputado federal  Jorge Silva (PDT) com sua candidatura à prefeitura de São Mateus. Por lá dizem que a região levou 110 anos para fazer um novo deputado federal. O último foi Graciano Neves.

3 – A estrela de logo à noite na troca de presidente do PT, vai ser a ministra Iriny Lopes com sua candidatura à prefeitura de Vitória. Estará presente o presidente nacional do partido, o deputado Rui Falcão. É a mão do partido nacional estendida para Iriny.

ESCRITO POR RUY MULLER

Olá a todos nossos amigos.

 

Certamente em Cariacica muitos dos amigos de Ronaldo Chagas me conhecem ou já ouviram falar de mim. Sou Ruy Norberto Muller, fui líder comunitário na Vila Merlo por mais de vinte anos, vi esse jovem crescer dentro da minha casa praticamente, conheço seu irmãos e conheci muito Dona Tina uma pessoa que com seu trabalho e luta demonstrou que mesmo na simplicidade de um carrinho de pipocas soube criar uma família decente e que muito contribuiu para grandes vitórias comunitárias em Cariacica sede.

Hoje estou morando provisoriamente em Belém do Pará, mais precisamente em Ananindeua assim como seria Vitória - Cariacia, por sinal também um nome indígena para coincidir. Minha vinda pra cá se deu em virtude de aqui eu ter encontrado um tratamento médico há mais de um ano, coisa que não tem em condições razoáveis ai em Cariacica o que me obrigou a vir para tão longe. E dizem que o norte é atrasado, pode não ser um paraíso, mas em questões de saúde dá de 10 Ananindeua contra Cariacica. Proporcionalmente são cidades parecidas. Mas Ananindeua é quase totalmente asfaltada, com asfalto bom e não o que vi no natal ai a prefeitura fazendo remendos em ruas asfaltadas menos de um ano da inauguração.

Ananindeua é uma cidade dormitório, sua renda per capita pode ser considerada muito baixa, talvez alguém ai possa estar pensando que é ajudada pelo governo federal, mas seu prefeito é contrário ao governo federal apesar de ser do PMDB, filho de Jader Barbalho um dos caciques do Estado do Pará, mas apoiou José Serra também sendo do PMDB. Mas quero me ater ao passeio que fiz no natal para visitar Cariacica e minha família. Fui Coordenador da Região IX - Cariacica sede por 11 anos seguidos, uma função sem remuneração, mas que o PT acabou para atender os interesses do partido. Agora só os cupinchas do PT é que mandam.

Tenho muito respeito ao prefeito Helder Salomão, mas não o apoiei na sua reeleição, pois achava que ele devia muito a população nas questões de Saúde e Saneamento Básico, simplesmente passar uma máquina para acertar o chão e colocar asfalto em cima eu considero um crime contra a população que em breve vai ver como essas ruas não vão durar nada e depois vai ser uma roubalheira só pra ficar consertando buracos, fato natural de uma política populista como a do PT. Apoiei na reeleição de Helder Salomão o ex prefeito, falecido, Aloísio Santos, ele conseguia unir melhor as comunidades mesmo quando não tinha recursos para obras prioritárias. Mas respeitando a decisão do povo e com a máquina administrativa na mão ele foi reeleito.

Fico imaginando o PT, no governo Lula. Durante os oito anos de governo dele tive as maiores pardas salariais na minha aposentadoria coisa nunca vista em outros tempos. Que me digam os velhos aposentados que ganham pelo INSS se estou mentindo. Acho que com a continuidade do PT no governo Federal as coisas ainda vão piorar. Já não estou falando dos escândalos, mensalões, propinas, superfaturamentos etc., dizem que o povo tem memória curta, no entanto o governo já perdeu o controle das esmolas que dá para os pobres ao invés de dar trabalho, aonde eu soube que até mulher de secretário de prefeitura do interior recebe bolsas família, e milhões que não estão enquadrados também se aproveitam com subterfúgios facilitados na maioria nas prefeituras do PT. Não excluo outras siglas, pois esta tão fácil receber benefícios assim que causa vergonha. E nós aposentados e toda a população é quem paga isso.

Falar do congresso nacional então é uma nojeira. Para um povo que elege um palhaço que se intitula Tiririca, semi analfabeto e que teve de provar que pelo menos seu nome podia assinar, e que hoje faz parte da Comissão de Educação do Congresso Nacional, acho que não há necessidade de fazer mais comentários. Em Cariacica quantos vereadores foram para o xilindró e hoje respondem a processos são incontáveis nesses trinta e dois anos que conheço essa cidade, pois moro ai de qualquer forma. Vasquinho que foi um dos prefeitos mais dinâmicos do município cassaram ele que só conseguiu governar dois anos. Mesmo assim Cariacica sede até hoje se beneficia de obras que lá existem e olhem fazem mais de 15 anos isso. Não posso me ater a outras regiões, mas obras dele ainda estão lá beneficiando a população. Já tanto asfalto que foi colado em cima da terra pelo atual prefeito quero ver quanto tempo vai durar

Um exemplo a Avenida Osvaldo Azevedo na Vila Merlo feito pelo Vasquinho vive hoje de remendos que da um dinheirão para os empreiteiros que depois naturalmente devem contribuir para o PT, nunca foi recapeada, ia ser feito por Aloísio Santos, mas o povo preferiu reeleger Helder, mas foi feito por Vasco Alves em 1991, ou seja, já dura vinte anos. Fico imaginando o resto do município. Sei que o PT tem preferência aonde da votos, mas essa é uma questão para o povo pensar, quando os problemas das obras mal feitas começarem a dar problemas.

Minha preocupação esta na região de Cariacica sede, não estou me referindo a Vila Merlo embora toda a minha família more lá, meus filhos, netos e bisnetos. Esta na hora de se pensar um pouco em quem realmente deu seu suor pela região e tem coragem de continuar como representante. Apenas para lembrar, Ronaldo Chagas e eu encabeçamos a luta contra as áreas conurbadas da telefonia, quem já esqueceu que para ligar para Vitória ou qualquer cidade da Grande Vitória pagava interurbano (tarifa diferenciada). Há muitos anos Cariacica sede paga tarifa normal para qualquer cidade da Grande Vitória, uma luta que teve repercussão nacional, pois a partir da nossa vitória muitas outras regiões conurbadas desapareceram.

Quem já se esqueceu da luta de Ronaldo Chagas e eu contra a CETURB para colocar as linhas de ônibus Vila Merlo e Antonio Ferreira Borges para Carapina via contorno de Vitória, aonde hoje às vezes é mais rápido chegar ao Terminal de Carapina do que chegar ao Terminal de itacibá. Quantos milhares de passageiros se beneficiam desse transporte, e que hoje tantas outras linhas de ônibus foram implantadas inclusive a ligação entre Carapina e Campo Grande. Mas foi preciso muito suor e trabalho, sem contar que tivemos a ajuda do ex deputado Geraldinho que nos apoiou na Assembléia Legislativa.

Eu poderia ficar aqui horas enumerando nossas lutas, uma das mais importantes foi a nossa organização comunitária aonde muitas comunidades conseguiram se enquadrar nas regras exigidas pelo Código Civil, pois tantas estavam na clandestinidade e hoje podem trabalhar tranquilamente. Será que não é hora de se pensar num nome que realmente possa representar a região da Sede nas próximas eleições? Tenho certeza que Ronaldo Chagas é o nome mais correto para assumir tanta responsabilidade. Não existem promessas no seu nome, mas uma história de vida na qual me ponho à disposição, pois conhecendo esse guerreiro sei que estaremos sendo representados com responsabilidade. Se for uma questão de pensar ai esta uma coisa para ser colocada em discussão, pois chega de aventureiros na Sede, nosso povo precisa entender que uma cesta básica, um trocado qualquer, uma promessa de palanque não assegura o futuro da região nas lutas necessárias para buscar melhoramentos que irão beneficiar a nós mesmos, a nossos filhos, a nossos netos enfim a todas as gerações que só esperaram e ficaram a ver navios mesmo sem ter mar em Cariacica sede.

Volto ao assunto a qualquer momento pessoal, mesmo longa essa explanação ela pode responder pelo futuro da nossa região.

Ruy Norberto Muller

CRISE DE IDENTIDADE

Ano que vem, devido a nova lei eleitoral, devemos ter um mumero grande de candidatos a camara munipal.  Voltarão a sena, os Fulano da Padaria, Cicrano da Oficina, Coisinha da Escola, enfim...nomes que se identificam apenas com uma categoria.  E já na campanha,  se colocam para representa-la.  Acontece que a história nos contas, que o Ex Vereador Jair Lixeiro, deixou de limpar as ruas logo que assumiu o Poder Legistalivo, e quando terminou o mandato, nunca mais pegou na vassoura.  o Deputado Padaria, lá de Linhares, deixou de fazer pão,  Robertinho da Oficina, fechou o local onde fazia reparos nos veiculos.

Pederam a identidade? ou Perdemos nossos votos.

A história se repete

                                                                                  CARIACICA ,SUCESSÃO E DESRESPEITO.

O povo está solidário a Juninho

 

Quando aconteceu a eleição de Helder Salomão, acreditamos que democracia teria voz nos anseios populares.  Antes tivemos analfabeto, cangaceiro, pistoleiro, todos comandando nossa cidade.  A chefia do executivo parecia balcão de negócio.  Em tempos passados, até um elevador, patrimonio publico, foi vendido na cidade de Colatina, por um familiar do então prefeito.  Coisas absurdas aconteciam!  Ninguem podia dizer nada contra a administração.  Teriamos que apanhar calados, principalmente as liderenças comunitárias, caso tomasse partido contrário a vontade do prefeito, imediatamente tinham suas comunidade retalhadas.  Estupidamente, diziam que não iriam realizar determinadas obras, citando fulando ou cigrano demonstrar ser oposição.

Perseguições, desvios de verbas, superfaturamentos de obras...Até os servidores comissionados eram demitidos temperariamente, tendo que compelidamente, se dirigir a residencia do prefeito, jurar fidelidade eleitoral e, clamar pela renomeação.

Lembro-me quando inauguramos a linha de ônibus que liga Vila Merlo e Antonio F. Borges ao Terminal de Carapina.  A luta iniciada por mim, e por RuyNorbertoo Muller, que hoje está em Belém do Pará.  E fundamentalmente apoiado por todas as organizações populares da região.  Por ser uma luta grande, resolvemos fazer uma festa de inauguração, convidando autoridades e comunidade em geral.  E ainda solicitando a quem viesse participar para trazer 1 kg de alimento não perecível, para doarmos a instituições que necessitam.

Foi um sucesso.  Arrecadamos 600 kg de alimentos, os quais levamos até a Casa São João Batista, que abriga menores carentes, objetivando ativação da vida social.  AContece, que um morador, feliz com a conquista dos coletivos, digas-se de passagem, trazendo mais qualide de vida aos trabalhadores, pois o tempo de viagem seria diminuido em 1 hora, resolveu fazer um mini Out Dor, colocando em cma de seu carro, agradecendo a comunidade, e citando os Deputados Geraldinho e José Esmeraldo, os quais auxiliaram no intercambio com o Governo.  

Para nossa supresa,  durante a nossa fala aos moradores, chegam fiscais da PMC, junto a policiais para prender o carro.   entretanto, a força do povo presente nao permitiu que isso acontecesse no momento.   Entretanto , após terminar o evendo fomos obrigados a assistir a destruição da arte que apenas agradecia um trabalha executado.

Pensei que isso iria acabar.  Mas vejo que nada mudou.  No primeiro mandato,  estranhamente, um concurso para preenchimento de vagas temporarias na secretaria de meio ambiente, proclamou o resultado, com todos aprovados morando na barra do jucu...rss, parece piada de pescador, mas é verdade.

                                                       J u n i n h o


O que ontem fizeram com Juninho, esrtá servindo de base para subir....Ando muito pela cidade, converso sobre politica com comcerciantes, lideranças e percebi que a comunidade esta´solidaria com Juninho.  Mesmo, quem fala pouco, e não se intervem nas disputas, ficou chateado com o ocorrido.   Estão dando mais munição, a quem entra na disputa com o cacife de 40 mil votos.  Ele que já tem sua bandeira, em defesa de nossa terra, buscando melhores dias para seu povo, agora,  aparece com o homem que não o deixam trabalhar.

Particulamente, até ontem, eu achava que Juninho iria fazer uma boa presença na disputa sucessoria e, com as consequencias dos resutados de Vitoria e Vila Velha, assumiria uma cadeira na Camara dos Deputados, e posteriormente seria reeleito para o cargo, para que em 2016, ir pra prefeitura nos braços do povo.  Entretanto, depois dessa....segure o Juninho...


 

2012

Muito vivo




Os meios políticos já perceberam que a ingênua ideia de que sem o cargo de governador Paulo Hartung cairia na relva da planície e se igualaria aos meros mortais não se sustenta. Aliás, essa ideia já havia se enfraquecido quando o governador Renato Casagrande anunciou seu secretariado, mostrando que faria um governo compartilhado.

Mas não é só isso. As movimentações de Hartung nos bastidores mostram que suas pretensões vão muito além da disputa em Vitória no próximo ano e que o espaço político para que Casagrande se consolide como maior liderança política do Estado está cada vez menor.

Com o controle do Tribunal de Contas do Estado, e com seus emissários atuando dentro dos partidos e nos cenários políticos Estado afora, Hartung continua sendo temido. O controle da classe política é extremo e ninguém dá um passo sem pedir a aprovação do ex-governador.

A manobra que está levando Theodorico Ferraço para o PMDB é uma prova disso. A possibilidade de o ex-secretário chefe da Casa Civil e conselheiro Sérgio Aboudib vir a assumir a presidência do TCES é outra. E a movimentação junto a figuras carimbadas em seu governo, como Guerino Zanon, de Linhares, mais uma.

Enquanto todo mundo volta seus olhares para as dinâmicas em Vitória, onde ele desfila pelo mercado político dizendo ora que é candidato, ora que não é, desvia o foco para a verdadeira movimentação política de Hartung em 2012. Ele vai ampliar ainda mais sua influência, se é que isso é possível, e deixará Casagrande a ver navios.

Seu desempenho nos bastidores de 2012 vai fortalecê-lo para movimentos futuros. Neste contexto, pouco importa se ele disputará a eleição em Vitória ou não, seu poder político estará consolidado para qualquer que seja sua pretensão em 2014.

Fragmentos:

1 – José Carlos Elias afasta qualquer possibilidade de os Mauro não assumirem o comando do PTB em Vila Velha, visando à candidatura própria na disputa municipal do próximo ano.

2 – Isso põe um ponto final  na aliança do partido com o atual prefeito Neucimar Fraga (PR), já que o ex-prefeito Max Filho vem intensificando as conversas políticas no sentido de construir sua candidatura no próximo ano. Com o partido na mão fica livre para negociar com os aliados.

3 – Apesar de não ter conseguido se eleger para a Câmara dos Deputados, Max Filho tem um capital político que o coloca como uma ameaça forte à reeleição de Neucimar Fraga.

CARIACICA 121 ANOS

Período Prefeitos Histórico
1890 Álvaro Coutinho Alvarenga Nomeado-renunciou antes de cumprir o mandato provisório
1890 Major Ignácio de Almeida Nomeado a partir de 30/12/80 pelo governador Henrique da Silva Coutinho.
1892 a 1896 Antonio Manoel Lopes Loureiro Primeiro prefeito eleito pelo voto democrático substituído muitas vezes pelo seu vice.
1896 a 1900 Emydio de Siqueira Pinto
1900 a 1902 Olímpio de Oliveira Trancoso
1902 a 1904 Antônio Manoel L. Loureiro
1904 a 1910 Francisco C. Schwab Filho
1910 a 1912 Ignácio Francisco Cravo
1912 a 1914 Andrônio Pinto Duarte
1914 Francisco Carlos D’Oliveira Governo de transição. Permanece até as eleições. Seu Vice Francisco C. D’Oliveira, assumiu muitas vezes.
Mai/14 Francisco C. Schwab Filho
Mai/16 Carolino Rodrigues P. Firme Eleito Governador-Presidente do município
1918 a 1920 Antônio Pinto Duarte
1920 a 1922 José Firme
1922 a 1924 Antônio Pinto Duarte
1924 a 1928 Walfredo Ferreira Paiva
1930 Adalberto Barbosa Permaneceu até a Revolução de 1930
1930 a 1931 Junta Governativa, constituída pela Revolução Em 1931 a Junta foi desfeita por Manoel Monteiro de Moraes
1931 a 1936 Genésio Cardoso Hilário, SegismundoSonegheti, Olimpio Moreira da Cunha
1936 a 1942 Roberto Couto
1942 a 1946 Álvaro Gimenes Nomeado pelo governador do Estado
1942 a 1946 Álvaro Gimenes Nomeado pelo governador do Estado
1947 a 1951 Joaquim José Vieira

Período Prefeitos Histórico
1951 a 1955 Licério Francisco Duarte Eleito pelo voto popular, filho de Antônio P. Duarte
1955 a 1956 Jocarly Gomes Sales
1956 a 1963 Eduartino Silva
1942 a 1946 Álvaro Gimenes Nomeado pelo governador do Estado
1947 a 1951 Joaquim José Vieira
1951 a 1955 Licério Francisco Duarte Eleito pelo voto popular, filho de Antônio P. Duarte.
1955 a 1956 Jocarly Gomes Sales
1956 a 1963 Eduartino Silva
1963 a 1969 Jocarly Gomes Salles
1969 a 1970 Vicente Santório Fantini
1970 a 1972 Aldo Alves Prudêncio
1973 a 1978 Vicente Santório Fantini
1978 a 1980 Aldo Alves Prudêncio Governou até dezembro/80, quando foi assassinado.
1980 a 1981 Joel Lopes Rogério Presidente da Câmara substituiu Aldo Alves Prudêncio. Morre com disparos de sua arma de fogo, em 9/12/81.
1981 a 1983 Wagner de Almeida Outro Presidente da Câmara que assume a Prefeitura.
1983 a 1984 Vicente Santório Fantini Em 10/84 se afasta devido a um derrame cerebral.
1984 a 1986 Nelço Secchin Vice-Prefeito. Assume em out/84. Em fev/86, é afastado sob a acusação de corrupção.
1986 a 1987 Claudionor Antunes Pinto Permanece de 12/02/86 a 04/87, como Interventor.
1987 a 1989 Milton da Rocha Melo Presidente da Câmara que assume em abril/87 a janeiro/89, em lugar do Interventor.
1989 Vasco Alves de O. Júnior Governou de 01/01/89 a 18/05/89. Afastado por acusação de irregularidades administrativas.
1989 Augusto César Meloti Melo Vice assume o lugar de Vasco
1989 Vasco Alves de O. Júnior Governou durante 14 dias. Afastado após anulação de uma Liminar
1989 Augusto César Meloti Melo Governou durante os meses de setembro e outubro.

Período Prefeitos Histórico
1989 a 1992 Vasco Alves de O. Júnior Retorna à Prefeitura por decisão do Conselho Superior da Magistratura do Espírito Santo. Reassume em 03/10/89 até 04/92
1951 a 1955 Augusto César Meloti Melo Governou de 04 à 12/92
1993 a 1996 Aloízio Santos Eleito e empossado sob a égide da Lei Orgânica do Município de Cariacica
1997 a 2000 Dejair Camata Morreu em acidente automobilístico em 26/ 03/ 2000
2000 Jesus dos Passos Vaz Assumiu no dia 26/03, um domingo. No dia 1° de novembro foi afastado pela Câmara de Vereadores
2000 Joscelino Miguel da Silva .Assumiu na manhã do dia 2 de novembro
2001 Aloízio Santos Assumiu o cargo no primeiro minuto, numa iniciativa inédita, tendo sido o primeiro prefeito do País a assumir o Governo de madrugada.  Uma baita sacanagem com os garis, que tiveram que trabalhar de madrugada para limpar a cidade. A solenidade na Câmara foi bastante concorrida pelos políticos, população e imprensa, pela novidade.

2005/2012- Helder Salomão , numa ampla aliança.

Cariacica tem uma história política conturbada, que mostra que a partir da administração de Aldo Alves Prudêncio até a de Vasco Alves, ocorreram um série de fatores como mortes, assassinatos, problemas de saúde, cassações de mandato, etc, que contribuíram para o Poder Executivo Municipal, não conseguisse ver seus chefes, cumprirem os seus mandatos.
  Contou também com grandes administradores, como é o caso de Vicente Santório Fantini que governou Cariacica em três mandatos distintos, sendo que o último foi interrompido por um derrame, seguido de morte. Sua maneira de fazer política, de administrar, seu jeito simples, seu carisma, são até hoje lembrados e discutidos onde quer que se faça ou discuta política no município. Ele foi considerado um dos maiores líderes políticos no Município e no Estado. Ele entrou para a História como um administrador que fazia obras arrojadas e com visões de futuro.
  Após a revolução, o município foi controlado por uma Junta Governativa, somente dissolvida com a designação de Manoel Monteiro de Moraes (1931). Com a saída desse prefeito, outros foram designados por um Interventor Federal no Estado. Em 1947, novamente pela forma democrática, foi proclamado Joaquim José Vieira, ficando até 1951.
  A questão sucessória não parou. Outros prefeitos foram eleitos e cuidaram da construção de escolas, rede de esgoto, praças, cemitérios. A construção de siderúrgicas, fábricas de móveis, tecidos e confecção, o transporte coletivo, o asfalto das principais rodovias federais que demandam o município foram importantes para o desenvolvimento da região.

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, CARIACICA, VILA MERLO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Italian, Política, Esportes
MSN -